sábado, 18 de outubro de 2014

“Ei menina. Você mesma. Que mantêm a luz do quarto acessa para não se sentir sozinha. Hoje, mais uma vez, ele respondeu seu “oi” com um “adeus.” Eu sei. Depois dessa resposta, fica difícil acordar. Você não consegue sair da cama. Fica presa entre a dúvida e a culpa. Começa a engasgar com as próprias lágrimas.
Levante, levante, levante. Chega de borrar o rímel, por alguém que não sabe amar ninguém. Levante, levante, levante. Coloque um salto, e um sorriso no rosto. Você não pode deixar o seu destino na mão do outro.
Chega desses jogos bobos. Onde o “eu te amo” soa tão falso, que deixa o seu coração vazio e em pedaços. Ele não vai mudar. Ele só quer mais uma na cama. É isso que você quer ser? Uma no meio de tantas? Não, né.
Pegue suas coisas e vá embora. Eu não sei se você sabe. Então, eu vou te dizer. A verdade é dura. Mas é a mentira, que machuca.
Levante, levante, levante. Quando eu te conheci, você era leve e alegre. Onde está aquela garota, que sorria pra si mesma? Aquela menina, que a razão buscava maneiras e o coração as estrelas. Eu quero ela de volta.
Chegue mais perto para eu beijar suas lágrimas e dizer baixinho no seu ouvido:
“Vai ficar tudo bem.”
Eu poderia ficar aqui pra sempre. Abraçando você desse jeito. Mas eu e você, precisamos levantar e seguir em frente. Antes de ir, gostaria de escrever um recado na parede do seu quarto:
Você não pode deixar, um homem qualquer destruir quem você é.
Levante, levante, levante. E encontre um homem, que te faça sentir, mesmo no escuro, que você não está sozinha neste mundo.”


Ique Carvalho.

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