sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

“Tenho vários problemas contigo, Julia. O maior deles eu diria que é precisar de você, e você de si mesma. Explana pra geral, Julia, diz que eu tô completamente viciado no teu perfume doce de menininha inocente. E você de inocente não tem nada, menininha até que você é, mas só quando perde sua pose ou baixa tua guarda. Ou seja, quase nunca. Julia, tu tem essa mania insuportável em se esconder atrás de mil fases e mil disfarces. Você exala um ar de mulher madura, um ar de perigo e de quem não liga pra nada. Você tem lá seus mil segredos, Julia, e me esconde junto com eles. Acho que meu maior problema, não são seus problemas que tu carrega contigo, meu maior problema é você. Meu maior problema é você e é ainda não saber me livrar do teu vício. Comecei a ouvir Los Hermanos, e tô praticando ainda falar de… Ah mano, nessas coisas que eles falam nas músicas. Mas eu nunca soube falar nem ao menos de mim, quanto mais das paradas que eu sinto por ti. Eu sou um refrigereco barato, Julia, tu é a bebida mais cobiçada e cara da loja. Eu sou silêncio, você é grito. Eu sou impulsivo, você é o lado bom. Eu sou o erro, Julia, é você é o ponto de partida. Você é o acerto mais errado que eu já conheci. Te prometi, Julia, eu disse que você seria só uma quedinha de uma semana que eu nem lembraria o nome na semana que vem. Mas, putz, você se tornou um tombo. Tu se tornou um penhasco, e eu só não tropecei, como eu também cai. Eu esqueço do meu nome, Julia, mas o teu eu não esqueço. Decorei até datas e números quando se tratava de você. O teu número da sorte é impar, e o meu sempre foi par. Sempre tive nervoso de 3 e de 7. Até que tu me diz que o numero que te persegue é 3, e que teu aniversário é 7. Dá pra sacar? Deixa eu tentar explicar melhor: eu trocarei as bandas, os números pares, os dias da semana e as palavras por você. E você me trocaria até por um cigarro. E, bom, vale ressaltar: você não fuma.”
Sobre o vício numa garota que não bebia café, mas ouvia Cazuza.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

"É bom te ter mesmo sabendo que a qualquer momento isso pode deixar de acontecer.
Entendo que dizer isso pode soar meio sombrio beirando uma previsão de algo ruim; talvez seja estranho eu já começar falando de como pode ser o fim. A julgar pelos sentimentos desenfreados que as novelas vendem, o correto seria eu mergulhar num mar de ilusões e desejos meus só para preencher a minha cabeça, ignorando a vida como ela é, ignorando a importância em te ter aqui sabendo que da noite para o dia você pode ir. Não quero alguém como refém, serei feliz ao ter alguém que me quer também, como você.
Quero comemorar você despreocupado caso escolha partir.
Grande coisa viver com você planejando o amanhã se eu não fizer nada para o hoje se fazer valer, se eu não fizer nada pra gente merecer o agora, se eu não me esforçar em compartilhar da minha vida agora que tenho a sua para me acompanhar.
Cada sonho tem uma hora para acontecer.
Eu não posso me atropelar e já te colocar nas costas o peso de ser a pessoa que vai ficar comigo pelo resto da vida, mas eu adoro te falar como é só com você com quem pretendo passar o próximo fim de semana. Você entende o que meu coração quer dizer?
Todos os dias celebro sua companhia para brindar a vida.
Te trago pertinho em pelo menos uma das vinte e quatro horas do meu dia. Te encontro ainda que não fisicamente, sinto seu cheiro ainda que não pela sua pele e rio com você ainda que só veja meu sorriso por escrito. Eu gosto de gostar de você e me basta que entenda como te quero bem, muito mais do que te querer pra sempre.
Quem me vê dizendo assim imagina que sou quem usa o coração só para preenchê-lo com refrões de solidão. Mas não é bem por aí. Bem que eu poderia te escrever cartas e mandar mensagens no celular com palavras bonitas para você suspirar, desse modo, talvez te levaria uma certeza de como gosto de você. Mas eu gosto tanto mais de te mostrar isso ao colocar a mão no seu rosto quando conversa pessoalmente comigo.  Eu não quero ser para você o que as pessoas anseiam que eu seja, quero ser eu.
Você vê a diferença entre te ter para te obrigar a ficar e te ter para mostrar como é bom ficar?
Você tem a sua liberdade e pode acordar amanhã querendo outro coração para beijar o seu durante um abraço que não seja o meu. Hoje sou mais do que quem te beija a boca, sou quem respeita a sua história antes da nossa acontecer. Então, da minha parte, muito mais do que procurar maneiras de te fazer crer que sou quem você sempre sonhou, fico feliz em te fazer saber que sou quem gosta de dedicar um tempo para te ouvir falar dos seus sonhos.
Eu preciso lembrar que você pode partir para valorizar como é bom te ter aqui.
É muito mais pelo prazer em dividir as horas com você do que pela expectativa em dividir uma vida inteira.
Sei que falando assim posso parecer trágico demais e, por outro lado, talvez não pareça gostar o quanto digo de você, mas a soma das vezes eu que mais planejei do que aproveitei me fizeram ver o que mais deve valer: respeitar o passado, aproveitar o presente e aguardar o futuro. Não estou preocupado com sua ida, estou empenhado em fazer valer nossas vidas durante a sua estadia, que aliás, pode levar a vida inteira se nós concordarmos que vale.
Eu gosto de quem somos hoje muito mais do que podemos ser um dia."
Aqui escrevi hesitante. Ainda que existam palavras necessárias para explicar o quão inexplicável é esse sentimento que me pôs do avesso a vida, não são suficientes para mostrar a grandeza que emana da tua alma. Quando tento provar o quão atemporal é tudo, me cego ao tentar, fracassando, enxergar no teu olhar uma mísera prova de que concordas que pensar na não-eternidade talvez seja mais cômodo. O brilho que vem deles — dos teus olhos —, não pode ser enxergue a olho nu, mas eu o vejo. E é ele que me torna turva a visão.
Tuas íris tatuadas nos meus pensamentos me levam a devaneios nunca antes vistos. Hoje tento lhe confessar com destreza sobre o que dentro de mim é impetuoso, mas tu me calas. Não propositalmente. Tento falar sobre qualquer metáfora, mas essas parecem só mais uma imbecilidade infantil, então me calo. Te entrego o sorriso mais forçado que existe, mas queria te entregar os beijos que te devo. E é isso que faço em seguida. Ao invés de falar, falar, falar, te mostro que dali eu não vou a lugar algum.
Talvez um dia tu vire as costas, mas muito tempo antes desse ato, hei de confirmar que o que senti transcende qualquer barreira do que imaginei que sentiria. Eu não sei quantas vezes me falaram que eu sorrio diferente quando citam teu nome, mas foram estas vezes que eu tive a certeza de que não tenho certeza de nada. Talvez eu nem queira ter. Talvez eu sequer queira pôr no lugar certo a minha vida.
Talvez eu queira que tu (me) bagunce ainda mais.
Nanda Loureiro.
Eu fiz questão de acabar com qualquer resquício físico, eu queimei cartas, rasguei fotos, apaguei mensagens que me fizessem lembrar de um passado que foi bom, mas que me deixou cheio de feridas que até hoje não foram cicatrizadas.
Essa maçante tarefa chamada “esquecer”, esse misto de emoções e lembranças que te fazem querer voltar no tempo só para falar para o seu “eu” do passado: “Ei, não se meta nessa, você vai acabar com o coração partido numa noite de domingo escrevendo um texto e bebendo um café aguado”. Eu amo português, mas detesto conjugar o verbo “lembrar”, porque no fim das contas apenas eu sempre vou lembrar da cor da sua blusa, do numero da placa do carro que ficou estacionado em frente à sua casa naquela terça-feira 13, o tempo estava nublado e eu não havia levado guarda-chuva, você me recebeu na porta, me xingou e elogiou meu novo corte de cabelo.
Eu tento seguir em frente, visito outras casas, vou ver outros gramados, sentir outros perfumes, provo outros beijos, mas você sempre está ali, naquele filme, naquela música, naquela nuvem. Você é aquele sapato que cabia perfeitamente no meu pé, mas que por culpa do destino ou por falta de cuidado eu acabei perdendo em alguma das minhas mudanças, e até hoje eu vivo usando sapatos apertados, que só me ferem e me deixam cheio de calos.
Eu lembro de cada detalhe, às vezes acho isso uma dádiva, outras vezes não. Já perguntei para dezenas de amigos se tem a possibilidade de me jogarem uma pedra na cabeça só para eu esquecer de tudo que nem acontecem nos filmes, seria perfeito, um “reset” nas memórias, porque no fim das contas eu não sofro pelo presente, eu sofro pelo passado.
como diria Tati Bernardi.”Eu sou feliz demais, mas sou infeliz demais quando penso no que poderíamos ter sido”. Minha amiga mandou eu parar de tentar pensar no que poderíamos ter sido, mas eu não consigo, porque toda musica romântica vai me fazer imaginar eu e você andando de mão dadas na praia, todo por do sol vai me fazer te querer por perto e eu vou vivendo, com essa “mala” dentro do meu peito e por mais que eu jogue ela no mar, ela nunca vai afundar, sempre vai ficar boiando e me fazendo lembrar o que eu mais gostaria de esquecer: Você
Yago Alves.
Aparentemente eu não sou muito, nem tenho muito, mas se da sua boca eu ouvir um sim, talvez eu consiga ser sim, muito. Posso tentar clarear no escuro, queimar no inverno, passar sono e fome sorrindo ou nadar contra a correnteza, tudo em busca de um sorriso tímido ou exagerado que você possivelmente saberá me dar como recompensa.
Eu te proponho que me dê a mão. Para que os nossos dedos se entrelacem e que o nosso toque possa ser a conexão mais firme que já existira entre dois corpos. Eu te proponho um ombro para confortar a tua cabeça nos dias difíceis e uma mão para acariciar o teu rosto, de forma que meus dedos ásperos consigam explorar cada centímetro dessa beleza que compõe essa tua face que tanto me agrada e me encanta e me fascina e me faz admirar-te nas tardes em que passa por mim e deixa pelo caminho esse aroma insaciável do teu corpo.
Tenho azia de amor. Queima por dentro de maneira que nenhum medicamento consegue fazer parar. Mas eu te juro que com um beijo, eu fico bom rapidinho. Por você eu troco planos, refaço sonhos, desfaço os nós e até corro quilômetros. Dou-te meu braço, meu abraço e te coloco para dormir.
Prometo-te cansaço na madrugada e em seguida descanso no conforto do meu peito. Voz mansa, toque leve e sussurros. De alegria. De amor. De gratidão. Eu te proponho sorriso, apoio, respeito, perdão, amor e um cafezinho. Todos eles bem quentinhos.
Eu te proponho paz e tranqüilidade, mas também te prometo ações, sensações e situações de gelar a barriga e suar a mão. Eu te proponho nervosismo com a calmaria do meu apoio, porque é claro que eu sempre estarei aqui ou aí ou ali para o que der e vier com você, do seu lado ou na sua frente para que a sua proteção seja propriamente mais bem designada.
Eu te proponho tantas coisas boas. Coisas inimagináveis, ou incalculáveis ou inexplicáveis,porque te amar é o código mais indecifrável que já pôde ser criado dentro de mim. Eu te amo sem receio. Sem medo de danos. Sem medo de pisar em falso. Porque este querido amor que ousa pesar no meu peito é tão firme que consegue manter o equilíbrio por nós dois.
Diz que sim. Vem pra mim. Fica aqui. Eu te proponho felicidade e um amor bonito para contar para os nossos futuros netos, quando os cabelos perderem a cor e a velhice chegar.
Wesley Néry
Poderia falar tanto sobre tu. Tu e esse teu sorriso que enche a minha alma de amor. Teu sorriso é ímpeto, é benevolente, visto que cada milímetro dele emana mistério. Uma história cheia de fantasias. Eu poderia escrever mil versos completamente exagerados de amor. Não teriam rimas. Não teriam boa ortografia. Mas eu te encontraria neles, eu te encontro em todo canto, eu te encontro em mim. Eu te perco em mim. Eu me perdi. Eu me perdi nos teus olhos de criança. Me perdi no teu olhar inocente e infantil. Me perdi no teu sorriso.
Ainda que faltem as palavras necessárias para descreverem tal sentimento, digo-te que é loucura te amar, pois as pernas tremem e como diria minha avó, quase tive um ataque do coração. Arde tanto… Arde em meu peito. Preenche meu coração. Minh’alma sorri e chora. Ama-te e te adora. Odeia-te e te venera. Seguirei, então, assim, desajeitada forma de te amar.
Eu poderia te falar tanto e ao mesmo tempo eu não consigo dizer nada. Às vezes tenho a sensação de que apunhalaram-me pelas costas ou atiraram contra meu peito o objeto metálico mortal. Não estou morta por dentro. Não dói. Eu gosto de ti de um jeito tão doce e verdadeiro que mil palavras e nenhuma palavra conseguiria definir meu sentimento. E quando estou ao teu lado tenho certeza que nada descreveria a grandeza indomável que existe dentro de ti.
Nanda Loureiro
"A vida, é como uma viagem num barquinho. Nascemos em nosso barquinho e passamos a vida navegando, cruzando com pessoas, desviando de outras. Até que, certo dia, você vê alguém em um outro barquinho que te faz querer parar. E aí, você entende, que sua jornada vai ser muito mais feliz se navegarem juntos. Porém, cada barquinho é individual e intransferível – se os dois subirem em um barquinho só, este irá afundar e outro vai ficar sem rumo e provavelmente vai acabar naufragando também. Então vocês decidem que a melhor forma de seguirem juntos, é de mãos dadas – um segura na mão do outro, com força, dispostos a se manterem juntos, não importa o tamanho das ondas que irão enfrentar ou os perigos do mar que são forças constantes querendo separar o laço. Cena bonita de se ver.

E esse laço, funciona por um tempo, às vezes até pra vida toda. Quanto mais tempo juntos, mais adversidades e perigos terão que enfrentar para continuarem unidos. Acontece que, certo dia, uma tempestade chega. No outro, alguém que te encanta passa no barquinho ao lado. Depois, vem um peixe gigante querendo derrubar o barco. Ou, até mais simples – vocês decidem que querem seguir em direções opostas: você quer ir para o norte, ele para o sul.

Mas e todas as promessas de continuarem juntos, haja o que houver? Bem, elas eram verdadeiras. De coração. Mas a maré muda diariamente e você não consegue fingir que não percebe a força que os puxa para direções opostas. E você se sente mal – queria continuar de mãos dadas. Mas a soma de outras coisas pequenas, está cada dia se tornando mais forte. E, de repente, vem uma onda, daquelas que ninguém espera muito e vocês soltam as mãos.

E assim, relacionamentos acabam, mesmo que vocês queiram continuar. E a solidão dói, então vocês lutam, remam e podem até conseguir dar as mãos de novo. Mas, lá no final do horizonte, tem mais ondas se formando. E elas não param para vocês serem felizes. E você, subitamente percebe, que nada daquilo foi concreto – tudo o que viviam, falavam, planejavam, era estranhamente abstrato e assustadoramente frágil."