sábado, 11 de abril de 2015

Ainda vou sonhar com você

Esperar um sinal nunca foi tão difícil. Você já acordou no meio da noite imaginando como seria se meus braços estivessem contornando seu ventre?  Por que o amor tem de ser tão labiríntico?

Hoje senti uma falta que há muito tempo eu não sentia de nada. Senti a sua ausência não só na cama, mas em todos os lugares durante todos segundos do meu dia. Uma carência que eu, inocente, pensei jamais ter de conhecer. Não foi como se o coração estivesse vazio, porque eu tenho a absoluta certeza de que este está cheio de você, mas foi uma brisa gélida que circundou cada milímetro do meu corpo e enquanto você não estiver aqui para me proteger, acredito que ela não vai passar.

Mas e se você não voltar, meu bem? O que é que eu faço com esse peito que esmaga a alma em cada piscar de olhos? O que eu faço com a pontada espontânea de esperança que me fere deliciosamente por horas? A esperança de receber uma mensagem sua, uma ligação ou um sinal de fumaça. A esperança de olhar nos seus olhos mais uma única vez e perceber que seu amor ainda é meu, que ainda há chance para que esse nosso convívio dolorido nos traga ao menos um pouco de alegria.

Você foi embora, meu amor, e eu fiquei aqui sentada no chão frio esperando pela hora de você finalmente olhar para trás e ver quantas coisas boas renunciou sem um motivo aparente. Fico aqui me questionando o que poderia ter feito para te magoar a ponto de você querer machucar-me dessa maneira tão boçal. 

Eu trancaria meu orgulho numa caixa qualquer e a qualquer momento desde que você me estendesse a mão voluntariamente. Eu ainda estou aqui de braços abertos esperando você entender que eu não quero ninguém se não você.

O que não consegui aceitar foi que ontem mesmo você disse que me amava tanto. Será que há alguma técnica ensinando fazer um amor se dissipar assim tão rápido? Porque se tiver, eu pago o que for preciso para aprender.

Tenho medo de você resolver não voltar dessa vez. Tenho medo de você simplesmente esquecer de todas as coisas boas que eu fiz e faria pra te ver sorrir, tenho medo de você esquecer dos carinhos ao amanhecer e dos beijos ao anoitecer, medo de que você encontre qualquer pessoa por aí melhor do que eu mesmo sabendo que esse alguém jamais vai te amar da maneira que eu amo. Tenho medo dela te ferir da mesma forma que você me fere toda vez que parte.


Essa noite ainda vou sonhar com todas as promessas que você havia me feito e ainda vou chorar por tê-las quebrado tão rispidamente, e de manhã me sentarei e escreverei sobre você, enquanto não encontro um antídoto para apagar suas lembranças que me martirizam sempre que inspiro.

Jéssyca Albernaz.

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