segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

wishlist


Tá vendo, você não sabe dizer se realizou alguma das suas promessas do ano passado, mas sabe os segundos exatos daquele beijo que tanto esperou, esperou tanto que o beijo tinha gosto de espera e já nem era tão bom quanto você sonhou. Beijo bom é o inesperado, sonho bom é o realizado e as promessas a gente cumpre quando tiver tempo, é que viver ocupa tempo demais e o que sobra a gente usa pra beijar quem a gente jurou que não se importava mais. Pra ano que vem eu prometo que realizo o que eu puder, desde que eu possa realizar depois das oito da manhã, quero acordar mais tarde, quero não ter hora pra acordar, quero que ano que vem só comece ao meio dia e que todo toque de celular seja um jazz dizendo pro mundo não ter pressa. Mas isso não é promessa! É desejo. Pois é, se realizar te dou um beijo. Eu prometo.



Bruno Fontes.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

P.S. Obrigado.



Para mim, nunca existiu "um jogo", entende? Era simplesmente eu e você. Nada mais. Infelizmente, você nunca conseguiu entender isso. Para você, tudo era "joguinho".

E foi nesse teu "jogo" que você acabou me perdendo de vez.


E sim, eu te odiei. Te odiei desde os teus lindos olhos aos dedinhos dos pés. Te odiei porque te amei mais do que esperei, muito mais do que cogitei conseguir.

E, olha, não foi nada fácil me convencer que, de fato, não era para ser você. Não foi nada fácil te deixar partir. Afinal, desde o primeiro dia em que te vi, eu tive a certeza que seria você aquela que durante muito tempo me faria sorrir.

Mas não foi. E a gente se afastou. E mesmo todo o amor que eu sentia não foi suficiente para nos manter juntos. Afinal, é preciso que haja reciprocidade. E de eu tanto puxar sozinho, um dos lados da corda, uma hora, teria que arrebentar. E foi o que aconteceu.

E, bom, esse foi um período bem estranho na minha vida, pois tudo pareceu estar passando um pouco mais devagar. E por mais que eu tentasse segurar a barra, por mais que eu tentasse me convencer de que eu realmente te odiava, eu sabia que na verdade ainda te amava.

Eu te amei a ponto de desistir de sonhos meus para sonhar os teus. Na época, eu não percebi o quão errado isso era.  Hoje em dia, olhando para trás, lá no fundo, agradeço a Deus por ter te tirado de perto de mim. Porque, talvez, a longo prazo, você teria atrapalhado muito mais a minha vida.

E para quem já tem uma vida tão cheia de desordem como a minha, não precisa de mais um pouco, não. Obrigado por tudo. Sério mesmo. Até mesmo pelas discussões idiotas que tivemos. Tudo, tudo mesmo. Muito obrigado. Eu cresci por causa da sua imaturidade. Obrigado por me fazer enxergar que eu precisava de alguém melhor ao meu lado.

No fim das contas, tudo serviu de aprendizado.

Acredito que foi melhor assim.




P.S. Obrigado por sair da minha vida.









Allison Christian Freitas.

quarta-feira, 27 de abril de 2016


 Posso te amar às seis da tarde, mas não quero, quero às nove. Você tratou de me entregar às cinco a sua parte, para adiantar o processo do amor. O amor não se adianta. Não adianta. A gente nunca amou no mesmo horário, né? Teu relógio é um inferno. Tem que amar de manhã cedo, com os olhos entreabertos. É difícil amar após o almoço. Nunca amei na madrugada, e você? Só senti saudade, mas saudade não tem hora e vergonha na cara, vem e vai quando quer. Vamos marcar então às sete, o começo da noite, o fim da tarde. Mas vou me atrasar. Estou atrasado. Desisti. Já é tarde demais pra nós dois.

Bruno Fontes.
Vocês terminaram faz três meses e você sente saudade faz três meses. Mas a saudade pode acabar amanhã e fará três meses que vocês terminaram e um dia que você esqueceu. Mês que vem são quatro meses que vocês terminaram e um mês e um dia que você não sente mais saudade. Daqui trezentos e sessenta e cinco dias vai completar um ano, quatro meses e um dia que você se livrou de alguém que não valia e pena e faz três dias que você conheceu o cara na livraria. Um mês depois de conhecer o cara na livraria fará um mês e três dias que você só sabe quem é o cara da livraria e já nem lembra que faz um ano, cinco meses e um dia que você esqueceu aquele cara, que hoje não é nada, é só um cara, de lugar nenhum. Então calma, que essa saudade acaba qualquer hora, pode ser amanhã! Mas vamos torcer pra ser ainda hoje.

Bruno Fontes.

quarta-feira, 13 de abril de 2016


“As pessoas possuem cicatrizes. Em todos os tipos de lugares inesperados. Como mapas secretos de suas histórias pessoais. Diagramas de suas velhas feridas. A maioria de nossas feridas pode sarar, deixando nada além de uma cicatriz. Mas algumas não curam. Algumas feridas podemos carregar conosco a todos os lugares, e embora o corte já não esteja mais presente, a dor ainda permanece.

[...]

O que é pior, novas feridas que são horrivelmente dolorosas ou velhas feridas que deviam ter sarado anos atrás, mas nunca o fizeram? Talvez velhas feridas nos ensinem algo. Elas nos lembram onde estivemos e o que superamos. Nos ensinaram lições sobre o que evitar no futuro. É como gostamos de pensar. Mas não é o que acontece, é? Algumas coisas nós apenas temos que aprender de novo, e de novo, e de novo...”


Grey’s Anatomy.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Você nunca estará sozinho


É que eu sei o quanto o mundo às vezes parece não colaborar. Sei que você tem pressa em ver as coisas dando certo – dando certo do jeito que você quer. Sei também que você se pergunta se talvez o problema seja você, afinal, o pensamento de que “com as outras pessoas as coisas dão certo, mas comigo não” sempre vem te visitar.
Antes de mais nada é preciso que lembre de um fato: assim será a sua vida para sempre. Não no sentido de as coisas não darem certo, mas no sentido de parecer que não dão. E, para piorar, a gente tem uma tendência em olhar a parte ruim dessas coisas.
A gente se apega mais aos momentos e as pessoas que deveríamos esquecer.
E aí chega o momento que a gente se vê sem ninguém. É um momento estranho, pois por mais que tenhamos sim alguém conosco, por mais que estejamos rodeados de pessoas, mesmo assim ainda nos sentimos meio esquecidos e solitários.
É por isso que eu estou te falando essas coisas, para te lembrar que você nunca estará sozinho. Por mais difícil que seja, é fundamental lembrar-se que estar sozinho é um estado não é uma certeza, tampouco uma definição de como a vida será. E mais: a dor é algo que não se pode ignorar. Se mais pessoas soubessem viver uma dor e aprendessem as lições que vem com ela, melhor as pessoas cresceriam e melhor cuidariam umas das outras.
Você nunca estará sozinho por um único motivo: você sempre será a sua melhor companhia. Eu sei o quanto gostaria de voltar a viver aquilo que não foi terminado por você, sei o quanto gostaria que parassem de te ignorar só visualizando suas mensagens sem responder, sei o quanto você gostaria de ter alguém legal para mostrar como você é uma pessoa legal. Mas sabe, eu sei disso, você sabe, o mundo sabe, mas a vida acontece do jeito e na hora que ela quer. Às vezes, é melhor para você não viver de novo aquilo que foi terminado para algo muito melhor acontecer, às vezes é bom que você seja ignorado para que lembre das vezes em que também já ignorou…
E às vezes a gente não tem alguém legal porque ainda vai chegar alguém ideal.
Mas para que você encare a vida de um jeito mais leve, é preciso que encare suas atitudes de um jeito mais leve. É preciso que lembre-se que também erra – e vai continuar errando. É preciso que cuide da sua vida para que outra pessoa possa cuidar de você. É preciso que faça as coisas que gosta para que outra pessoa goste de fazer essas coisas com você. É preciso tão e somente cuidar de si mesmo. E essa, ironicamente, é uma das atividades mais difíceis de se fazer, mas uma das únicas que só depende da gente.
Você nunca estará sozinho porque você sempre tem seus sonhos para te acompanhar. Você nunca estará sozinho porque vive cheio de amigos e de risadas para compartilhar. Você nunca estará sozinho porque até mesmo quando estiver, você terá o seu seriado preferido.
Essas palavras não são diferentes de outras que já leu por aí, mas por isso mesmo, em forma deste texto, vieram te encontrar novamente só para te lembrar do que não deve esquecer: você nunca estará sozinho enquanto morar dentro de você um sonho para se realizar, um amigo para confidenciar e uma música para te embalar.

Márcio Rodrigues.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

É, parece que passou...

No começo doeu tanto que virou anestesia. O coração ficou dormente. Minhas mãos ainda desnorteadas pela ausência das suas entrelaçaram-se sobre meu peito inquieto e conformaram-se com a companhia uma da outra. Meus olhos insistiam em mirar o teto na esperança dele nos içar da sua ausência e, vai entender, minha consciência preferia não sentir nada a não sentir você. É assim quando dói muito: para poupar a gente, a mente mente.
Diz que está tudo bem. Que nem doeu tanto. É mecanismo de defesa da cabeça que se compadece das burradas desses corações tolos que amolecem por tão pouco. Doía e eu nem sabia. Corroía e eu não percebia. Com o tempo eu comecei a sentir. Buscava seu cheiro no travesseiro e amaldiçoava a poluição e o mau tempo por não encontrá-lo na minha respiração.
Procurava seu peito para me aninhar e estranhava o formato do travesseiro por não se assemelhar ao do seu abraço. Carecia da sua voz e me irritava com as canções que não a traziam para acalmar meu coração. Enfim doeu. Chorei, sofri, doeu e só quando doeu passou. Enquanto minha mente fugia da dor sua falta ainda me corroía. Hoje não mais. Hoje não dói. Hoje não dói porque eu assimilei o fim e meu coração voltou a ser calmaria. Hoje falo de você com mansidão e minha consciência, vai entender, está tranquila em sentir nada. Ela não quer sentir você e não é mais anestesia.

Eduarda Costa.